Vista do alto do vale do Rio Taquari, com a mata do cerrado em primeiro plano e o rio ao fundo

COINTA · SINAPIR · Proposição institucional

Raízes do Taquari

Memória, identidade, cultura e valorização da população negra nos municípios consorciados ao COINTA

ProposiçãoCOINTA, Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Taquari
Eixo de atuaçãoSistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR)
PúblicoPopulação negra, com atenção às comunidades quilombolas
Abrangência15 municípios consorciados
Primeira entrega20/11/2026, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

01Apresentação

Um projeto de memória que vira base para a política de igualdade racial

O Raízes do Taquari identifica, escuta e registra comunidades quilombolas e outras referências da população negra nos 15 municípios do COINTA, por meio de pesquisa, articulação institucional, visitas, entrevistas, produção audiovisual e fotografia.

Além de documentar histórias, trajetórias, manifestações culturais e vínculos com o território, o projeto produz um levantamento territorial: onde essas referências já estão identificadas, onde faltam informações e quais lacunas a atuação do COINTA no SINAPIR precisa enfrentar.

A proposta não se limita a um documentário comemorativo. O registro da memória vira subsídio para planejar ações de igualdade racial no território.

Toda a investigação, articulação, identificação dos participantes, visitas e captação acontecem antes de 20 de novembro de 2026. Depois da data, o projeto continua com a publicação de conteúdos em diferentes formatos, sem calendário fechado nem número fixo de peças.

02Justificativa

Ausência de registro não é ausência de comunidade

A população negra integra a formação histórica, social, econômica e cultural dos municípios brasileiros. Mas suas histórias, comunidades e manifestações nem sempre estão organizadas ou documentadas em âmbito municipal e regional.

No território do COINTA há referências preliminares a comunidades quilombolas em alguns municípios. É preciso verificar a situação de cada uma e apurar localidades, grupos, famílias e manifestações que ainda não constam dos registros.

A falta de informação consolidada não permite concluir que uma localidade não tenha referências da população negra ou demandas de igualdade racial. Ela é tratada como lacuna de conhecimento a investigar, sem atribuir a causa às comunidades ou aos municípios.

O 20 de novembro é o marco da primeira entrega pública. Os registros alimentam conteúdos de memória, valorização, informação e conscientização nos meses seguintes.

03Fundamentação institucional e alinhamento ao SINAPIR

Três frentes ligadas aos objetivos do SINAPIR

a)

Reconhecimento e valorização

Identificação, escuta e registro da memória, da identidade, da cultura e das contribuições da população negra nos municípios consorciados.

b)

Produção de informações

Levantamento territorial de comunidades quilombolas, outras referências, informações disponíveis, lacunas de mapeamento e demandas dos participantes.

c)

Articulação institucional

Resultados organizados para o COINTA definir prioridades, dialogar com os municípios e propor ações dentro dos instrumentos do SINAPIR.

O projeto não substitui políticas municipais, processos de certificação, regularização territorial ou atribuições de órgãos competentes. Delimitação do público: esta edição é dedicada exclusivamente à população negra. Povos indígenas e comunidades ciganas, se abordados, terão projetos próprios.

Rio Taquari em Coxim ao entardecer, com a mata escura na margem oposta
Garça-branca em voo às margens do Rio Taquari
Trilha de terra entre palmeiras perto do Rio Taquari

04–05Objetivos

Registrar, valorizar e dar visibilidade à memória, à identidade, à cultura e às contribuições da população negra nos 15 municípios do COINTA, com um levantamento territorial que subsidie a atuação do consórcio no SINAPIR.

  1. Identificar e registrar comunidades quilombolas, verificando sua identificação, reconhecimento e situação documental.
  2. Identificar outras referências históricas, culturais, sociais e comunitárias, respeitando a autodeclaração.
  3. Registrar relatos, memórias, trajetórias familiares, práticas culturais e vínculos territoriais, com autorização.
  4. Produzir materiais audiovisuais e fotográficos que preservem a memória e valorizem a população negra.
  5. Verificar quais municípios têm informações institucionais organizadas sobre o tema.
  6. Investigar onde faltam referências: fontes consultadas, interlocutores ouvidos e dados indisponíveis.
  7. Identificar lacunas de articulação entre COINTA, municípios, órgãos de igualdade racial e comunidades.
  8. Sistematizar demandas e oportunidades de atuação do COINTA no SINAPIR.
  9. Produzir um documento de referência territorial para planejar ações futuras.
  10. Manter o tema em circulação após a primeira entrega com uma sequência de conteúdos.

06Abrangência territorial

Os 15 municípios entram no levantamento

Isso não significa que haverá uma comunidade quilombola ou um perfil audiovisual em cada município. O conteúdo de cada localidade depende do que for verificado e de quem aceitar participar.

Mapa esquemático das sedes dos 15 municípios do COINTA, com destaque para os 5 com referências preliminares
referência preliminara levantar

6.1 · Referências preliminares para o levantamento

  • Família Quintino
    Pedro Gomes
    a confirmar
  • Família Bispo
    Sonora
    a confirmar
  • Ourolândia
    Rio Negro
    a confirmar
  • Furnas da Boa Sorte
    Corguinho
    a confirmar
  • Santa Tereza e Família Malaquias
    Figueirão
    a confirmar

São pontos de partida, não uma relação definitiva nem prova de certificação. A situação de cada uma é verificada em fontes institucionais e, principalmente, com os próprios moradores. O levantamento também procura referências que não estão nesta lista.

Grupo de mulheres e homens quilombolas com saias floridas e chapéus de palha, reunidos ao ar livre para uma dança tradicional

Imagem ilustrativa

Histórias, trajetórias, festas e modos de vida, registrados com autorização de quem os vive.

A foto mostra a Comunidade Quilombola de Sapatu (SP) e serve só de referência visual. As imagens do território do COINTA serão produzidas pelo projeto.

07Desenvolvimento e execução

Um processo integrado, com todo o campo antes de 20/11

Não haverá segunda etapa de visitas após o lançamento. O material levantado é tratado, editado e organizado para a primeira entrega e para as publicações posteriores.

  1. 7.1

    Pesquisa e preparação

    • Registros do COINTA e das prefeituras
    • Órgãos e conselhos de igualdade racial
    • Fontes públicas sobre quilombos
    • Associações, lideranças e documentos locais
    • Contatos e logística de visitas
  2. 7.2

    Articulação institucional e comunitária

    • Interlocutores locais com apoio do COINTA
    • Políticas e ações municipais existentes
    • Canais de diálogo com a população negra
    • Participação voluntária e esclarecida
  3. 7.3

    Visitas, entrevistas e captação

    • Entrevistas, depoimentos e memória familiar
    • Fotos de pessoas, espaços e práticas autorizadas
    • Imagens dos territórios
    • Sem induzir respostas ou impor identidades
  4. 7.4

    Sistematização

    • Por município, fonte e situação documental
    • Quilombos verificados e outras referências
    • Municípios sem informação suficiente
    • Pesquisas não concluídas e encaminhamentos

08Questão central

E onde nada foi encontrado?

O projeto não registra apenas que uma cidade "não tem comunidade". Ele mostra o que foi pesquisado, quem foi consultado, o que se obteve e o que ainda precisa ser investigado.

  1. O município tem levantamento ou cadastro sobre quilombos e referências da população negra?
  2. Existe órgão, setor, conselho ou servidor responsável pela igualdade racial?
  3. Há associações, coletivos, grupos culturais, famílias ou lideranças negras atuando?
  4. Existem registros históricos, culturais ou documentais sobre a população negra local?
  5. As comunidades ou referências são conhecidas pelo poder público municipal?
  6. Há canais de diálogo entre o município e representantes da população negra?
  7. Existem ações de igualdade racial em andamento ou já realizadas?
  8. Que informações não foram localizadas e que fontes faltam consultar?
  9. O que os interlocutores apontam como necessidade ou dificuldade?
  10. Que providências o COINTA pode articular, dentro de suas atribuições no SINAPIR?

8.2 · O que o COINTA poderá fazer

  • Pedir complementação de informações aos municípios
  • Reunir os responsáveis municipais pela igualdade racial
  • Aproximar prefeituras e referências da população negra
  • Estimular canais permanentes de diálogo e participação
  • Orientar sobre os instrumentos do SINAPIR e a formação de agentes públicos
  • Sistematizar demandas, encaminhar a órgãos competentes e propor uma agenda regional

São possibilidades de encaminhamento, não compromissos automáticos. Dependem de análise, deliberação, capacidade institucional e orçamento.

8.3 · Resultado esperado

  • Onde há quilombos identificados e qual a situação das informações
  • Onde existem outras referências da população negra
  • Quais municípios têm estruturas de promoção da igualdade racial
  • Onde faltam dados ou há dificuldade de articulação
  • Quais demandas foram apresentadas
  • Quais ações o COINTA pode priorizar no SINAPIR

09Produção de conteúdo e divulgação

O 20 de novembro abre a série, não encerra

A primeira entrega é um material audiovisual institucional e documental que apresenta o projeto, seu propósito, os 15 municípios, o vínculo com o SINAPIR e a continuidade das publicações.

Vídeos documentais e institucionais

Histórias, entrevistas, territórios e contextualização, com versões completas no YouTube.

Vídeos curtos

Teasers, trechos de depoimentos, conscientização e chamadas para os vídeos completos.

Carrosséis

Trajetórias, registros históricos, informações dos municípios e a atuação do COINTA no SINAPIR.

Publicações estáticas

Conteúdos educativos, dados verificados, frases autorizadas e marcos históricos.

Conscientização

Lacunas de informação, a diferença entre falta de registro e inexistência, e a responsabilidade institucional.

9.3 · Volume e continuidade

Sem limite numérico prévio de peças e sem calendário obrigatório. A quantidade segue o material levantado, a relevância das informações e a organização editorial, com datas definidas pelo COINTA e pela equipe de comunicação.

9.4 · Diretrizes editoriais

Pessoas no centroRespeito à autodeclaraçãoFidelidade aos relatosSem estereótipos ou folclorizaçãoContexto do territórioSem promoção pessoal de gestoresIdentificação COINTA e SINAPIRSó com autorizaçãoQuilombola só com fundamentoSem representatividade fabricada

10Autorizações e proteção das informações

Participação voluntária e consentimento informado

Antes de entrevistas, fotos e gravações, cada participante sabe a finalidade do projeto, quem são as instituições responsáveis, onde o material pode ser publicado, como será identificado e como os arquivos serão guardados e reutilizados.

Há autorização de imagem e voz para cada situação, e autorização do responsável legal para crianças e adolescentes. Em práticas coletivas e espaços comunitários, valem as condições da comunidade: uma autorização individual não libera todo o contexto coletivo. Os dados seguem a LGPD (Lei nº 13.709/2018).

11Cronograma de execução

Uma única data fixa: 20 de novembro

O cronograma será confirmado conforme a disponibilidade dos participantes, a logística de deslocamento e o tempo para validar informações e materiais.

  1. 04–10/11
    Aprovação do escopo e articulação
    Alinhamento institucional, pesquisa preliminar, contato com municípios e identificação dos participantes
  2. 11–18/11
    Campo nos municípios
    Visitas, entrevistas, fotos, captação audiovisual e organização das informações
  3. até 19/11
    Edição e validação
    Revisão institucional e ajustes finais da primeira entrega
  4. 20/11/2026
    Primeira entrega pública
    Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra
  5. após 20/11
    Continuidade das publicações
    Em datas a definir

12Resultados e produtos esperados

O resultado mais importante é informação verificável

  1. Vídeo institucional e documental da primeira entrega, em 20/11/2026
  2. Vídeos documentais de maior duração nos canais institucionais, incluindo YouTube
  3. Vídeos curtos e teasers com chamadas para os materiais completos
  4. Carrosséis com histórias, registros e contextualizações
  5. Publicações estáticas informativas e educativas
  6. Conteúdos de conscientização sobre igualdade racial e enfrentamento ao racismo
  7. Registros fotográficos e audiovisuais organizados
  8. Relatório territorial dos 15 municípios, com fontes, lacunas e encaminhamentos
  9. Base de informações para o planejamento do COINTA no SINAPIR

13Responsabilidades

Quem faz o quê

COINTA

  • Coordenação institucional
  • Alinhamento ao SINAPIR
  • Articulação com os municípios
  • Informações institucionais existentes
  • Validação dos conteúdos
  • Análise dos resultados e encaminhamentos

Estrutura de igualdade racial do COINTA

  • Critérios técnicos do levantamento
  • Articulação com representantes da população negra
  • Orientação da abordagem
  • Análise das lacunas e proposição de ações

Fly Agency

  • Planejamento e organização da produção
  • Equipe técnica, equipamentos e materiais
  • Captação, fotografia e entrevistas
  • Edição e finalização
  • Organização e entrega dos arquivos
  • Formatos e peças do planejamento editorial

Conforme o contrato vigente. Esses serviços não são cobrados de novo no orçamento complementar.

Comunidades e participantes

  • Participação voluntária
  • Definem os limites de exposição
  • Indicam o que querem compartilhar
  • Validam informações sobre as próprias trajetórias

14Previsão orçamentária complementar

Somente despesas das atividades externas

Deslocamento, hospedagem, alimentação, pedágios e eventual contingência de viagem, antes de 20 de novembro de 2026.

Não incluídos: remuneração de equipe, equipamentos, materiais, captação, fotografia, gravação, edição e finalização, que já estão na estrutura da Fly Agency pelo contrato vigente.

14.2 · Premissas de cálculo

  • 9 km por litro · R$ 6,40 por litroConsumo e preço de referência, a atualizar pela cotação
  • 2.421 km estimadosRoteiros preliminares, a revisar pelos trajetos reais até as comunidades rurais
  • Contingência de 5%Reserva para variações justificadas. Não é cobrança antecipada
R$ 8.338,68total estimado
R$ 10.000,00teto de referência
R$ 1.661,32saldo não alocado
14.1 · DespesaValor estimado

O saldo não é despesa automática. Só pode ser usado com necessidade comprovada, autorização prévia e o instrumento administrativo aplicável. A forma de autorização, pagamento ou reembolso será definida pela área administrativa e jurídica do COINTA, e nenhuma despesa é assumida sem autorização formal.

15Acompanhamento e avaliação

Mais que contar vídeos e posts

A avaliação considera se o projeto produziu informações verificáveis e úteis para orientar a atuação regional do COINTA no SINAPIR.

Proposta completa

As 16 seções do projeto, com objetivos, metodologia, cronograma e previsão orçamentária, em PDF.

Baixar PDF
Sol entre as árvores sobre o vale do Rio Taquari

16Considerações finais

Memória da população negra e instrumento de política pública

Onde os primeiros levantamentos não encontrarem comunidades ou referências, a falta de informação será tratada como questão a investigar. O Raízes do Taquari registra os limites da pesquisa e indica as consultas e providências que podem ampliar o conhecimento sobre cada município.